sábado, 20 de julho de 2013

DEPENDÊNCIA

O termo dependência passou a ser usado para substituir a palavra vício e foi constituído no ano de 1964 pela Organização Mundial de Saúde como o vínculo da pessoa com uma substância da qual usufrui com regularidade. A dependência é um padrão de uso intenso e contínuo caracterizado pelo descontrole em relação à freqüência e quantidade usada de droga pela necessidade enorme de consumi-la cada vez mais. Vários mecanismos tornam as pessoas dependentes, pois esta é uma relação entre o indivíduo e o modo que consome a substância.
Cigarro, álcool, cocaína, maconha, crack são os objetos de dependência mais comuns. Dependência pode se dar através do uso de qualquer substância que produz sensações prazerosas e sua intensidade depende diretamente do tempo e intensidade do consumo, por características singulares do usuário concomitante ao meio social.
Algumas substâncias causam dependência muito rapidamente, como é o caso da cocaína que após apenas algumas vezes de uso a pessoa já sente necessidade de tornar a usar. Outras drogas podem demorar meses para se instalar e precisam de doses maiores, como é o caso do álcool.
Ronaldo Laranjeiras afirma que “A dependência é um processo de aprendizado. O fumante, por exemplo, pela manhã já manifesta sintomas da abstinência. Fica irritado e sua capacidade de concentração baixa. Ele fuma, o desconforto diminui. Vinte minutos depois, o nível de nicotina no cérebro cai, voltam os sintomas da abstinência e ele vai aprendendo a usar a droga pelo efeito agradável que proporciona e para evitar o desprazer que sua falta produz”. Isto posto, pode-se concluir que um processo semelhante a este se manifesta em se tratando também de outras drogas. A dependência nada mais é do que uma estratégia desenvolvida pela mente para evitar o desprazer buscado mais prazer.
Estima-se que 20% da população são usuários de substâncias psicoativas ao longo da vida, aproximadamente 15% são dependentes químicos e 11% têm o hábito de usar mais de uma droga. Também deve-se salientar que a prevalência de transtornos psiquiátricos em pessoas dependentes beira 70%.
Os sintomas se estendem ao âmbito químico e psicológico, entre eles se destacam: a ansiedade, inquietude, mau humor, impaciência, agressividade, mudança no sono e na alimentação (pra mais ou pra menos), desejo constante pelo objeto de vício e dificuldade nas relações afetivas.
O tratamento é pautado em psicoterapia, terapia medicamentosa e grupos de apoio. Clinicas de reabilitação são necessárias em casos mais graves.
Psicóloga Katree Zuanazzi
CRP 08/17070
Publicado no Jornal de Notícias "A Folha de Saltinho" dia 13-07-2013
Pode ser reproduzido citando a fonte e a autora. (Lei 9.610/1998)

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