domingo, 2 de dezembro de 2012

SEDENTARISMO, UMA EPIDEMIA GLOBAL?


Na antropologia o termo sedentarismo é utilizado como oposto à nômade, dizendo assim respeito a um povo que pouco, ou nada, se desloca geograficamente. A palavra tem o significado de estar sentado, advinda do latim “sedentarium”, e na saúde é utilizada aludindo uma pessoa inativa, parada, inerte, que pela falta de movimentação incentiva o acarretamento de problemas físicos.
Antes de dar sequência ao assunto, se faz pertinente esclarecer que sedentarismo não é sinônimo de preguiça. O preguiçoso tem aversão a qualquer tipo de trabalho, já o sedentário desempenha poucas atividades ocupacionais. Por ser um hábito de vida com atividade física insuficiente, gasta poucas calorias por semana e com isso pode ser a mola propulsora de muitas doenças na vida humana. A falta de exercícios físicos regulares repercute na dimensão cardiovascular, muscular e na capacidade respiratória.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (O. M. S.) o sedentarismo deixou de ser uma preocupação estética e se tornou uma questão de bem estar físico e mental. Estima-se que cerca de 70% da população brasileira é sedentária e isso se tornou um grave problema de saúde pública. Intencionando a resolução deste, foi estabelecido o Dia do Combate Mundial ao Sedentarismo, o qual se comemora em 10 de março.
Quando se fala em sedentarismo já se pensa em uma pessoa que não pratica atividades físicas, mas sedentarismo engloba muito mais do que o fato de não fazer esportes, diz respeito a todo um estilo de vida induzido pela pouca demanda de atividade corporal cotidiana. Fica evidenciado que a maneira contemporânea de se viver é o responsável por esta nova preocupação em questão de saúde, principalmente pelas praticidades do cotidiano.
Até então, buscou-se incessantemente facilitar o dia-a-dia fazendo-o cômodo, a tecnologia cada vez mais avançada tem tornado tudo acessível, grande parte dos serviços utilizados pode ser solicitado e adquirido sem sair de casa, por via de um simples telefonema ou e-mail, e este método de levar a vida gradativamente virou um hábito. Elevador, escada rolante, controle remoto, utilização de carro para se locomover até mesmo para pequenas distâncias e demais praticidades colaboram com a lei do menor esforço.
Porém, a mesma tecnologia que dispôs destas facilidades imensas tem se lançado a elaborar métodos que impugnam ao sedentarismo. A partir do momento que a OMS laçou um olhar sobre esta questão e fez a sugestão de que seria saudável a inclusão de atividades físicas durante alguns minutos em intervalos no trabalho várias ideias emergiram juntamente. Como é o caso do desenvolvimento de elevadores que demoram entre um e dois minutos para fechar a porta, desta forma quem tem de se deslocar apenas poucos andares fica mais compensável ir pela escada; O desenvolvido vídeo games onde a pessoa não fica mais parada, mas utiliza todo o corpo para jogar; O incentivo a utilização de bicicleta a curtas distancias, e utilizar carros coletivos quando possível; entre muitas outras sugestões.
Hoje se preza muito pela qualidade de vida, mas esta visão de qualidade de vida tem se modificado continuamente por via de experimentações. Nem sempre o que aparenta ser o melhor momentaneamente representará o melhor se for medido em longo prazo.   "Atividade física não é apenas uma das mais importantes chaves para um corpo saudável - ela é a base da atividade intelectual criativa e dinâmica", John F. Kennedy.
Katree Zuanazzi

Artigo publicado no Jornal de Notícias impresso “A Folha de Saltinho” no dia 05-11-2011. 

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