sábado, 8 de dezembro de 2012

O MUNDO MISTERIOSO DAS GAROTAS DE PROGRAMA


Elas têm, geralmente, entre 18 e 35 anos (as menores em idade ocultam esse fato), são bonitas ou pelo menos bem arrumadas, de corpo escultural, se vestem sensualmente e freqüentam desde simples barzinhos até resorts de alto padrão. Das mais variadas classes sociais, solteiras, casadas, divorciadas, viúvas, estudantes, com filhos ou não, morando sozinha, com amigas ou com a família, cada uma tem um motivo exclusivo por ter optado por esta profissão.
Trabalham na rua, em boates, em flats, para cafetões ou “empresários”, em casas de massagem, agência de acompanhantes e também anunciam seu trabalho através de sites. Escondendo o que fazem ou assumindo, algumas sustentam outro emprego no período diurno, outras preferem dedicar-se exclusivamente à prostituição, já que esta garante um renda mensal superior à maioria dos empregos que conseguiriam sem ter uma formação universitária.
Os valores de seus serviços no Brasil variam, comumente entre a quantia singela de dez reais (por mais que pareça inacreditável) e mil reais, dependendo da menina, da região do país onde se está situada, e há também as famosas que cobram por sua companhia milhares de reais, como uma (acredito que existam muitas outras) “famosa”, ou melhor, pessoa frequente na mídia, que disponibiliza sua companhia para homens por nada mais, nada menos que trinta mil reais. O engraçado é que as de um nível socioeconômico mais baixo são chamadas de garotas de programa enquanto as de um nível mais elevado recebem o nome de acompanhante.
O ato de prostituir-se não se refere exclusivamente a venda de sexo, também engloba atos mais singelos como troca de favores sexuais por interesses profissionais, por informações, por benefícios, ou seja, qualquer ato cambial. No entanto, perante a moral social, normalmente apenas obtém o rótulo de prostituta quem faz diretamente a troca de sexo por dinheiro, as que fazem a troca por algo não monetário isentam-se de serem denominadas como tal.
Existindo desde os tempos mais primórdios, a figura da prostituta foi desde admirada, respeitada, com poder político até denegrida, rechaçada, punida, dependendo da época, da cultura, da religião e do local. No ocidente, pela grande difusão do cristianismo, a prostituição sempre esteve atrelada ao pecado e devido a isto é repudiada.
Permeando este fenômeno enigmático, percebe-se que concomitante a ser repelido socialmente, o número de pessoas que decidem cobrar por sexo tem crescido significativamente no mundo contemporâneo, tanto homem quanto mulher e transexuais. Ai fica um paradoxo, se é um ato tão condenado pela moral que rege a sociedade como tem se difundido tanto assim em meio a todas as classes?
Raquel Pacheco, vulgo Bruna Surfistinha, a ex garota de programa mais famosa do Brasil, em uma entrevista explicitou o fato de que se existem tantas garotas de programa disponíveis no mercado é porque existem, proporcionalmente, homens que as procuram, caso contrario a profissão mais antiga do mundo seria extinta.
Psicóloga katree Zuanazzi
CRP 08/170170

Publicado no Jornal de Notícias "A Folha de Saltinho" dia 20-10-2012
Pode ser reproduzido citando a fonte e a autora. (Lei 9.610/1998) 

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