quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

HISTÓRIA DO BUDISMO


Por muitos considerado uma religião, o Budismo, na verdade, se trata de uma filosofia de vida, tendo em vista que não possui um Deus para adorar, como é comum nas denominadas seitas religiosas. Talvez assim é descrito por apresentar-se como um estilo de vida a quem opta por tal abordagem de existência, apesar de não exigir que seus seguidores abandonem a religião que possuem e nem abram mão de suas crenças locais para se tornar um adepto.
Sistema ético e filosófico fundamentado por Sidarta Gautama, vulgo Buda (O Iluminado), nascido em 563 a. C. na Índia entre família real, abandonou sua vida hedonista nos átrios dos palácios de seu pai, onde possuía a maior abundância de luxos disponíveis na época para dedicar-se a busca pelo fim dos sofrimentos.
Quando Sidarta nasceu um profeta já havia avisado seu pai, o rei Shudodhana, acerca do futuro de seu filho e este se atarefou de propiciar todos os prazeres possíveis para que seu herdeiro não contatasse com o mundo exterior e assim não seguisse uma vida espiritual. No entanto, tal procedimento foi em vão. Aos 29 anos, pela primeira vez na vida, Sidarta teve contato com o sofrimento humano e ficou estarrecido, descobriu que todas as coisas estão condenadas a nascer, sofrer, envelhecer e morrer e isto lhe causou uma inquietação interna terrível. Decide então abandonar sua vida na realeza e dedicar-se a espiritualidade.
Ao abdicar da sua vida real uniu-se aos ascéticos onde experimentou privações e dores, praticava continuamente meditação e jejuns de vários dias, mas logo percebeu que se impondo tamanha flagelação iria morrer sem conseguir alcançar sua busca. Abandona este método ciente de que com ele teve um aprendizado: de que todos os extremos não são bons para o corpo, nem para o espírito. Parte em tão em busca de um equilíbrio, de um “caminho do meio” entre prazer supremo e desprazer, e daí emerge o que posteriormente seria denominado Budismo.
            Aos 35 anos Sidarta consegue atingir a conquista que sempre sonhara, a transformação da mente e iluminação para a verdade da vida, passa a ser chamado então Sakyamuni (o Sábio, aquele que despertou), emprega o resto de seus anos a exposição seus ensinos, entre eles o mais famoso, o Sutra de Lótus. Prevê que haveria um declínio do seu Budismo que seria procedido por uma nova consolidação muito propagada. Cumprindo a profecia nasce em 1922 Nitiren Daishonin, que interpreta os ensinamentos do Buda Sakuamuni e o complementa com suas experiências subjetivas o difundindo ao mundo todo.
            O Budismo acredita que a origem do sofrimento é o desejo e o afeto e, para colocar fim a ele e atingir um estado de paz e plenitude (Nirvana) se deve ter disciplina mental e uma vida correta. Nas palavras de Buda "Há uma esfera que não é certa, nem água, nem fogo, nem ar: a esfera do nada. É só aí o fim do sofrimento".
O controle metal se adquire por via de meditação e o estilo de vida correto deve ser pautado em comportamentos morais a serem seguidos: Não tirar a vida ou maltratar outros seres vivos, não furtar, não praticar atos sexuais ilícitos, não mentir (o que inclui difamações, calunias) e não utilizar-se de nenhum tipo de substancias químicas que prejudiquem a própria saúde, como drogas e estimulantes. A partir disto, cada pessoa pode seguir em busca de sua própria iluminação.
Psicóloga Katree Zuanazzi
CRP 08/17070


Publicado no Jornal de Notícias "A Folha de Saltinho" dia 09-06-2012
Pode ser reproduzido citando a fonte e a autora. (Lei 9.610/1998)

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