terça-feira, 27 de novembro de 2012

SOCIEDADE PROFANADA: DE QUEM É A CULPA?


É notória a discrepância da forma em que vivemos em relação a nossos antepassados. Os comentários inferidos por pessoas que foram jovens no século XX deixam bem claro que a qualidade de vida passada era em demasia superior a atual, exceto em termos de tecnologia, é claro. Nunca o mundo foi tão fraudulento e perigoso como esta se tornando e isso progressivamente.
E como não falar em profanação do mundo se a cada segundo nos deparamos com situações que passam do ridículo, mas que nossa percepção poluída já analisa como normal? Como incentivar os jovens, denominados futuro da nação, a lutarem, estudarem, se prepararem para ser alguém na vida se e mídia ensina que existem formas bem mais fáceis (mesmo que corruptas) de se dar bem? Como querem que nossos filhos sejam bem educados se estupramos sua mentalidade lhes inferindo programas impróprios? Como acabar com a pobreza do mundo se incentivamos o ato de mendigar através destes benefícios fajutos que o governo tem propiciado?
Reclamações da qualidade de vida que se tem fazem parte do diálogo constante das pessoas. Umas reclamam do emprego, outras do preço dos alimentos, algumas da escola do filho, do marido, do vizinho... Mas não passam de reclamação e, o indignante é que estes mesmos seres reclamantes não se dão conta é que eles mesmos são provedores das desgraças que lhe sobrevém.
O Brasil é um país onde se tem maior liberdade de expressão do que a maioria dos outros e ainda assim as pessoas demonstram certa “aceitação muda” das próprias mazelas, como se fossem impossibilitadas de se manifestarem ou visualizando as situações com normalidade.  Atuam passivamente atribuindo seu conformismo e falta de atutude a sociedade injusta à qual pertencem.
Quem é injusto? Nós que poluímos nossas famílias com finais de semanas inteiros enfornados na frente de uma televisão assistindo programações débeis ou um país (que afinal, é moldado por seus cidadãos)? Em qualquer uma das opções acabamos por nos condenar. Vivemos as desgraças que criamos e ainda temos a capacidade de nos mascarar de vítimas indefesas. Estudos de Psicologia apontam que as três instituições mais fortes da humanidade estão atualmente falidas, são elas: a igreja, o casamento e a família. E... De quem é a culpa?
É muito intrigante as situações que permeiam nossas vidas porque não queremos que roubem nosso carro, mas pagamos um salário miserável a nossos funcionários. Não queremos pagar juros de cartão de credito, mas um imposto de 40% é pago sem hesitações. Não queremos divórcio, mas traímos nosso companheiro. Não queremos violência, mas batemos em nosso filho com o pretexto de educá-lo. Não queremos destruição da família, mas nós mesmos a destruímos. Como diz um Provérbio “aquilo que o homem semear, isso também ceifará”. Viva nossa plantação.
Katree Zuanazzi

Artigo publicado no Jornal de Notícias impresso “A Folha de Saltinho” no dia 24-09-2011. 

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